Nos passos de Jesus…

capa

Essa postagem surgiu de algo diferente! Tudo começou com a tela abaixo O Príncipe da Paz de Harry Anderson que encontrei navegando no Google Imagem, mas infelizmente só dei de cara com a tela, não havia nenhuma informação sobre a mesma. Então perguntei aos conhecidos, foi quando o colega, Amóes Xavier, dono do Blog Pinturas do A’Uwé, me falou sobre! Com isto trago aqui belas pinturas deste artista, como também de Walter Rane e Simon Dawey, que terminei por descobrir com belíssimas obras sacras.

Jesus está a bater no prédio da ONU em Nova York, E.U.A., interessante, não é? Para refletir bastante!

1 Princípe da Paz Harry Anderson

Comecemos então falando deste artista americano, Harry Anderson (1906-1996). Foi ele um ilustrador conhecido pelas suas pinturas de temas cristãos para a Igreja da qual fazia parte: a Adventista e da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Harry também obteve fama ao desenhar contos em revistas semanais americanas durante os anos 30 e início dos anos 40.

Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda” (Marcos 15:27). “Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:39-43).

1 Christ the Crucifixion  Harry Anderson

“Algumas pessoas levaram as suas crianças para Jesus pôr as mãos sobre elas e orar, mas os discípulos repreenderam as pessoas que fizeram isso; Aí Ele disse: – Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças. Então Jesus pôs as mãos sobre elas e foi embora.”. (Mateus 19:13-15).

1 Jesus the Friend of Children 1 Harry Anderson

 “Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! – que quer dizer, Mestre. Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.”. (João 20:15-17). Vale ressaltar que esta Maria, não é a Mãe de Jesus, mas Maria Madalena!

1 Mary and the Resurrected Lord Harry Anderson

Já o pintor Walter Rane, nasceu em 08 de setembro de 1949 na Califórnia, Estados Unidos. Nos últimos anos, o seu trabalho se expandiu para assuntos mais pessoais, muitas vezes incluindo temas bíblicos. Como artista, ele procura comunicar seus sentimentos sobre a vida e o mundo em que vivemos. Dentro das Escrituras ele encontra mensagens profundas e verdades sobre as experiências de vida que inspiram imagens que expressam suas crenças mais profundas.

A tela abaixo traz uma das passagens mais belas de após a ressurreição de Jesus. Refaz o momento da “liturgia eucarística”: Jesus toma o pão, abençoa-o e o parte, repartindo com os dois. Seus olhos se abrem ao reconhecer aqueles gestos: os mesmos gestos da Última Ceia, as mesmas etapas de cada Eucaristia. Um Ofertório (tomar o pão), uma Consagração (abençoar o pão) e uma Comunhão (distribuir o pão).

“Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram. Perguntou-lhes, então: “De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?” Um deles chamado Cleófas, respondeu-lhe: “És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?” Perguntou-lhes ele: “Que foi?” Disseram: “A respeito de Jesus de Nazaré… Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que o Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?” E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-no a parar: “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia.” Entrou então com eles. Acontecendo que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhe. Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram…mas ele desapareceu. Diziam então um para o outro: “Não ardia nosso  coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os onze e os que com eles estavam. Todos diziam: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.” (Lucas 24:13-35).

2 Christ at Emmaus Walter Rane

Depois, foram para Jericó. E saindo Ele de Jericó com os seus discípulos, e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto ao caminho mendigando. E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e a dizer: Jesus Filho de Davi tem Misericórdia de Mim! E muitos o repreendia, para que se calasse,mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi tem Misericórdia de Mim! E Jesus parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego,dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta que Ele te chama. E ele, lançando de si a sua capa,levantou-se e foi ter com Jesus. E Jesus,falando, disse-lhe: que queres que te faças? E o cego lhe disse: Mestre,que eu tenha vista. E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou, e logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.”. (Marcos 10:46-52).

2 He Anointed the Eyes of the Blind Man  Walter Rane

Aos cristãos católicos assim se dá a hora da Comunhão com Jesus: Tomai, comei, isto é o meu corpo. Tomai, bebei, este é o meu sangue. Sangue da eterna aliança. Fazei isto em memória de mim. O que corresponde a Santa Ceia.

2 In Remembrance of Me Walter Rane

E por fim Simon Dewey, um artista bem amado, católico, cujas pinturas giram em torno da vida do Salvador, Jesus Cristo. Muitas das suas pinturas ilustram as histórias do Novo Testamento e do Ministério de Cristo.

“Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre? Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente. Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos Tiago e João. Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus o alvoroço, os que choravam e os que pranteavam muito. Ao entrar, lhes disse: Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme. E riam-se dele. Tendo ele, porém, mandado sair a todos, tomou o pai e a mãe da criança e os que vieram com ele e entrou onde ela estava. Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados.”. (Marcos 5:35-42).

3 Daughter Arise Simon Dewey

“E Maria deu à luz o seu filho primogênito; Ela o enfaixou e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para Eles na hospedaria”.” (Lucas 2:7)

3 His Name Shall Be Called Wonderful Simon Dewey

Gosto muito da luz que há nessa tela! E ela me faz lembrar a linda canção Eu Quero Um Rio: Eu quero um rio de água viva, eu quero um sopro de esperança, minha alma segue e não se cansa de caminhar… Existe um poço no meio do Deserto!

“Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou menos meio-dia quando Jesus, cansado da viagem, sentou-se perto do poço. Uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus lhe disse: – Por favor, me dê um pouco de água. (Os discípulos de Jesus tinham ido até a cidade comprar comida.) A mulher respondeu: – O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? (Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.) Então Jesus disse: – Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida. Ela respondeu: – O senhor não tem balde para tirar água, e o poço é fundo. Como é que vai conseguir essa água da vida? Nosso antepassado Jacó nos deu este poço. Ele, os seus filhos e os seus animais beberam água daqui. Será que o senhor é mais importante do que Jacó? Então Jesus disse: – Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna. Então a mulher pediu: – Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.”. (João 4:7:15)

3 Living Water Simon Dewey

 FONTES

Amóes Xavier: http://www.pinturasdoauwe.com.br

Pintores

Harry Anderson : http://www.harryandersonart.com

Walter Rane: http://www.walterranefineart.com

Simon Dewey: http://www.altusfineart.com/home/simon_dewey.html

 

 

 

 

 

 

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Um Infanto Surrealista!

1 Capa

joan_miroJoan Miró (1893-1983) foi um pintor surrealista catalão. Nasceu em Barcelona, Espanha. Quando jovem frequentou a Escola de Belas Artes da capital catalã e a Academia de Gali. Em 1919, depois de completar os seus estudos, visitou Paris, onde entrou em contacto com as tendências modernistas como os fauvismo e dadaísmo. A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, e Maternidade, 1924, inauguraram uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia naïf, sem as profundezas das questões surrealistas. Mesmo assim participou da primeira exposição surrealista em 1925.

 “Voltava ao ateliê da Rua Blomet à noite e deitava às vezes sem jantar: via coisas e as anotava no caderno. Via alucinações no teto”. JM.

1 Harlequin's Carnival 1924-25

A tela a cima, Harlequin’s Carnival, ou seja, O Carnaval do Arlequim, revela de forma inconfundível o estilo pessoal de Miró. Para pintá-la, afirmou o mesmo em sua página, que fez inúmeros desenhos, nos quais exprimia as suas alucinações provocadas pela fome. A pintura representa um quarto, com uma mesa e uma janela, que são referenciais do mundo cotidiano. Mas o que nele se destaca sãos elementos oníricos. Um bizarro conjunto de insetos soltos no espaço, que brinca, dança e toca música. Arlequim, rosto redondo e bigodes imensos e ridículos, tem o olhar triste e nervoso, um aspecto dramático da personalidade de Miró, que ponteia uma obra jovial com momentos de tensão. A pintura inaugurou uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia inocente das crianças, sem as profundezas das questões surrealistas.

2 Maternity 1924

Já a segunda, Maternidade, traz a figura da mulher retratada como a mãe terra: um símbolo de fecundidade. A mulher está presente nos elementos colocados nos extremos dos dois eixos lineares oblíquos, o que garante a esta composição maior agilidade quando comparada às outras da série. Um destes eixos une a cabeça, semelhante à de um manequim com cabelos de serpentina, a um grande esquadro arredondado, que simboliza o ventre e o sexo feminino. O outro eixo liga um seio desenhado de perfil e escuro com outro visto frontalmente, um disco perfeito, branco e de contorno pontilhado. Uma forma sinuosa e visceral amarela e vermelha representa os órgãos internos femininos. Próximo de cada seio aparece duas figuras diminutas: no canto inferior esquerdo encontra-se um pictograma de aspecto masculino, enquanto na porção superior direita observa-se um de aspecto feminino.

10 -The Garden (1925)

[Fauvismo – tendência que surgiu na França em oposição ao Impressionismo. Foi um movimento subjetivista, retratava as emoções, estas davam forma as visões do mundo. A arte tida como expressão dos sentimentos; Dadaísmo – foi o mais radical dos movimentos, visava a destruição, o caos, a agressão. Nas pinturas e esculturas, por exemplo, tinham por hábito aproveitar pedaços de materiais encontrados pelas ruas ou objetos que haviam sido jogados fora e reciclá-los.]

As duas telas Fauvistas, que trazem paisagens como Nord-Sud (1917) e Toledo, são preenchidas com uma superfície vibrante, colorida, e um tratamento mais pictórico do que o estilo da maioria de suas obras posteriores.

3 Toledo

No início do século XX, os jovens pintores catalães praticavam a natureza-morta e Miró não foi uma exceção. Em 1917, pintou “Nord-Sud”. Sobre uma mesa posicionam-se uma moringa, uma maçã, um brinquedo, uma tesoura, um livro, uma gaiola com um Pintassilgo (tipo de pássaro) e um vaso com flores. No centro da composição aparece em destaque o rótulo da revista “Nord-Sud”, fundada naquele ano pelo poeta francês Pierre Reverdy. O nome da publicação foi inspirado na linha de metrô que liga Montmartre a Montparnasse, os dois pólos da vanguarda artística e literária parisiense.

4 Nord-Sud 1917

Os críticos tentaram buscar significados nos elementos desta natureza morta: a moringa simbolizaria a herança mediterrânea e catalã de Miró; a maçã, sua preocupação com a saúde; o brinquedo, sua infância e sua fascinação pelas cores; a tesoura, seus primeiros trabalhos em colagem; o livro de Goethe, sua paixão pela leitura e pela poesia; a gaiola com a ave, seu amor pelos seres pequenos e pela música; o vaso com flores, sua firme convicção no amadurecimento de seu dom artístico; e o título “Nord-Sud”, sua preocupação pela atualidade artística e seu desejo de triunfar em Paris. Cada um dos objetos dispostos em círculo e destacados com cores próprias, apresenta autonomia sobre a toalha de mesa de colorido estridente. Ao traço negro que contorna os objetos, Miró adiciona grossas pinceladas de cor; a coroa semicircular em torno da base da moringa, as pinceladas verdes e azuis ao redor da maçã, e as espessas linhas verdes junto ao brinquedo e ao livro. Os arabescos da moringa, o oco do vaso, as aberturas do recipiente da gaiola e o formato de flecha ao redor do brinquedo acentuam o sentido espiral da peça, enquanto o rótulo branco da revista serve como eixo e ponto de fuga.

[Os surrealistas representavam uma arte livre da razão, nascido em Paris em meados da década de 20, foi fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas do psicólogo Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Visava os sonhos, pesadelos, mundo onírico e inconsciente. ]

Miró estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitiu-lhe sua paixão pelos afrescos de influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduziu à arquitetura de Antonio Gaudí. Algumas obras revelam grande espontaneidade, enquanto em outras se percebe a técnica feita com muito cuidado, e este contraste também aparece em suas esculturas.

Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, Miró viu-se forçado a deixar novamente a França, em 1940, diante da iminência da ocupação nazista em Paris. Depois de uma temporada em Maiorca, retornou a Barcelona, em 1942. Nesse momento, o artista confessou por mais de uma vez que estava desiludido com os rumos da vida na Europa e temeu a vitória de Hitler. São desse período algumas de suas obras mais líricas e famosas, as que compõem a série “Constelações(1940-1941), na qual parece conjurar céus inteiros que se sobrepõem à fúria cega desencadeada pela guerra.

Miró produziu Le Coq, o mesmo que Rooster, O Galo, em fevereiro de 1940 em Varengeville-sur-Mer, uma aldeia da Normandia, na França, durante os primeiros meses da Segunda Guerra Mundial. A guache, lápis e aquarela sobre papel é um retrato vibrante de um galo cantar. Datado e assinado duas vezes pelo artista, uma vez que após a conclusão em fevereiro de 1940, e novamente em março 1949, quando ele deu de presente a seu velho amigo André Tériade.

11 Rooster 1940

Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, os murais que realizou para o edifício da UNESCO em Paris, ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Miró e sua arte sobreviveram ao conflito e ganharam reconhecimento internacional definitivo nas décadas seguintes. Morreu aos 90 anos, rico e bem-sucedido, celebrado em todo mundo como um dos maiores artistas do século XX.

5 Miro nas instalações da UNESCO

Como já disse a cima: Entre 21 de Janeiro de 1940 a 12 de Dezembro de 1941, Miró pinta a sua série das Constelações: 23 guaches e pinturas à essência de terebintina sobre papel. Uma multitude de estudos, sóis e luas que invadem espaço ligados por uma rede de linhas finas. A imagem dos cosmos.

6 Constellation The Morning Star 1940

É essencial ter os pés firmemente plantados no chão para nos podermos lançar no espaço.“. Miró.

7 The Nightingale's Song at Midnight and the Morning Rain, 1940

Abaixo “Números e Constelações em Amor com uma Mulher” é a mais conhecida de suas pinturas. A magnífica composição surrealista reflete, além de um sentimento amoroso e envolvente, a simplicidade adquirida pela arte e pelo design nos durante e após-guerra, já que na época em que foi pintada, decorria a Segunda Guerra Mundial.

8 Ciphers and Constellations in Love with a Woman, 1941

A pintura abaixo é bem original. Reflete aspectos da arte popular catalã, com cores fortes e formas infantis simplistas…

9 Sonnens

Levei a vida inteira para conseguir pintar como uma criança.”. Joan Miró

As formas semi-abstratas deste pintor, embora estilizadas, aludiam ludicamente aos objetos reais. Em cores vivas e sempre extravagantes, lembram pequenas figurinhas. Joan Miró deixou-se prazerosamente influenciar por todas as correntes de arte com que tomou contato. Miró foi prolífero até a sua morte em 1983, entregando-se não apenas à pintura de cavalete; mas, também, à cerâmica, murais e esculturas. Procurava mostrar a realidade de uma forma simplificada, quase infantil, simbólica, sem a complexidade e o mistério do surrealismo de Salvador Dalí.

12 Ladders Cross the Blue Sky in a Wheel of Fire 1953

 

FONTES

Wikipédia

Das Artes – Tais Luso de Carvalho: Fevereiro de 2009

Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura

Geral Fórum

Aum Magic: Novembro de 2012

Travessia Poética – Va Literatura: Março de 2011

Páginas de Joán Miro:

http://joanmiro.com

http://www.wikipaintings.org/en/joan-miro

http://fundaciomiro-bcn.org

 

 

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GOrDinha CharMOsa!

1 A Capa

Huuuum! Cheia de charme, um desejo enorme, de se aventurar… Já dizia a antiga música, sucesso dos anos 80, do cantor e compositor Guilherme Arantes. Pois é! Há quem critique os gordos, mais ainda a mulher gorda, que sofre grande preconceito na sociedade brasileira. O vestiário da maioria das lojas parece caber apenas em modelos de passarela, magríssimas. Até quando se encontra uma blusa de tamanho GG, é de um manequim voltado para magros. Só que há muitas gordinhas com mais saúde do que magras sedentárias. Acredite se quiser! A obesidade pode até ser uma doença, mas se torna Extra Grande quando é preconceituosa. Abaixo um texto bem interessante e telas de gordinhas pra lá de charmosas!

< Podem me chamar de gordinha, gorda, redonda, gorducha, eu não ligo, sou assim mesmo dona de uma circunferência perfeita, talvez seja por isso que os homens corram atrás de mim, sou assumidamente roliça, os homens me adoram, os poucos que não gostam de mim é porque não me conhecem direito, sou tudo de bom, eu enfeitiço e sou cobiçada, a maioria dos homens sabem lidar comigo, sabem me tratar bem, há aqueles que me maltratam, mas com um pouco de esforço faço logo eles mudarem de ideia, sou gorduchinha de verdade, não me importo com o que vocês mulheres dizem de mim, pois sei que muitos namorados e maridos vêm atrás de mim, por minha causa já fiz muitos casais brigarem, causo reboliço, desperto vontades, paixões, tenho algo que os homens encontram em mim, não sei o que é, a me ver simplesmente eles piram, sou fofa e muito amada, aposto que você gostaria de saber quem eu sou, pois vou dizer, não sem antes dizer mais uma vez, sou fofinha, gorduchinha, redondinha, eu sou a bola de futebol.

Se você achou que a gordinha em questão era uma mulher convencida, se achando o máximo errou feio, apesar da tendência para o humor o texto serve para um breve questionamento; por que uma mulher a cima do peso não poderia seduzir e atrair os homens? Talvez porque hoje possuímos uma visão sobre imagem e padrões impostos pelos meios formadores de opinião.

Faço algumas perguntas para serem refletidas por vocês leitores.

Por que temos que ter as mesmas características das figuras da mídia?

Por que não aceitamos como as pessoas são?

Você se encaixa nos padrões estabelecidos? Se sim tudo bem, se não, por que esforçar se para seguir o que está ditadura ordena?

Seja o que você for, mas sempre seja você mesmo! >

Fabiano Sorbara é escritor e artista plástico paulistano.

A tela em moldura se chama Banhista, faz parte da série de mesmo nome, do artista plástico paulistano, nascido em 1946, Gustavo Rosa.

1 Banhista Gustavo Rosa

A próxima tela é de uma pintora africana, nascida em Johannesburg, sul da África. Sua pintura é harmoniosa.

2 Fat Ladies Pair Freda Van Der Merwe

A artista plástica Letícia Rosa é natural do Rio Grande do Sul, porém reside de Curitiba /PR. Já usei uma de suas graciosas telas no post “O que dizer?”.

3 Gorda na Janela  Letícia Rosa

Augustin Kassi também é africano. Nasceu em 1966, Assoumoukro, Costa do Marfim. Em suas pinturas costuma homenagear as formas volumosas de mulheres africanas. Em entrevista ao jornal BBC em 18 de maio de 2012, disse: “Eu queria lutar por essas mulheres que foram criticadas e até feitas prisioneiras da ideia de que não eram bonitas.”. Infelizmente não encontrei o título da tela, caso alguém saiba, favor postar no comentário abaixo. Gostei da tela! Apesar de a mulher ser gorda, não deixa de passar maquiagem, usar acessórios, se produzir. Vaidosa toda!

4 Augustin Kassi

Quem disse que gorda não pode ir à praia? A de Tito Porazza vai muito bem e de biquíni! Tio é natural de São Paulo. Manifestou sua aptidão artística desde a infância. As gordinhas, presentes nas telas atuais, simbolizam o seu grito, tanto contra a imposição das medidas no mundo da moda quanto a sua preocupação no consumo alimentar sem controle no planeta Terra. Interessante, não?

5 Livre, Leve e Solta Tito Porazza

O título da tela a seguir significa Chapeleiros Malucos! E não é que são! Interessante também a cabeça das mulheres desproporcional ao corpo, lembrando Tarsila do Amaral. Aqui, talvez, a artista busque dizer que estamos num meio social que o corpo mais vale que os ideais e o caráter.

Sarah-Jane Szikora é inglesa nascida em 1971. Em sua página pessoal, fala sobre suas “senhoras gordas”. A mesma conta que em seu ponto de vista, não há uma obsessão em nossa sociedade sobre a aparência, já que todos estão em dieta ou opta por melhorias cosméticas. Será? Acredito eu que estes dois fatores levem a obsessão desenfreada. E argumenta: por que é que não gostam de nós, do jeito que somos? Szikora deixa claro isto em suas obras, principalmente depois de lutar com um transtorno alimentar num de seus filhos adolescentes. Apesar de vencer esta condição triste, o transtorno é claramente visível através da sua arte, os corpos distorcidos, pequenas cabeças, um profundo fascínio por comida e a relação do ser humano com ele.

6 Madhatters Sarah-Jane Szikora

Mara Sicca é uma artista pelotense (Pelotas/RS) que traduz através de suas telas o mundo das gordinhas… É cada uma mais linda do que a outra! São alegres, coloridas e de alto astral. Infelizmente não encontrei o título da tela. Caso alguém saiba peço para postar nos comentários.

7 Mara Sicca

Quando se trata de telas de gordinhos acredito que os conhecedores das artes plásticas logo se lembrem do artista plástico colombiano, Fernando Botero. Nascido em 19 de abril de 1932, em Medellin, Colômbia tem sua arte como figurativa. Suas figuras são gordas com volumetria exagerada e desproporcional, e têm a boca fechada, acompanhadas por detalhes de crítica mordaz, ironia, humor e criatividade. Não sou fã de suas obras, nem pinturas, nem esculturas. Mas o interessante é sua identidade, não engana!

8 Passeando Fernando Botero

Sérgio Velázquez é um artista plástico cubano. Mora atualmente em Massachusetts, Estados Unidos.

9 Puerto y Mujer Sergio Velázquez

Por fim o artista plástico paulistano, Dudu Rodrigues, que também já pintou várias telas de gordinhas.

10 Tomando Sol Dudu Rodrigues

FONTES

Wikipédia

Guilherme Arantes – Cheia de Charme

Fabiano Sorbara

Blog: http://fabianosorbara.blogspot.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/fabiano.sorbara

Gustavo Rosa – Página Pessoal:  http://www.gustavorosa.com.br

Freda Vander Merwe

Tela: http://www.bidorbuy.co.za

Vida e Obra: https://www.facebook.com/FredaVanderMerweArt

Letícia Rosa: http://bylekacid.blogspot.com.br

Augustin Kassi: http://leonardarenaissancewoman.blogspot.com.br/2012/09/augustin-kassi.html

Entrevista a BBC: http://migre.me/fBjfi

Tito Porazza: Galeria Abaporu – http://migre.me/fBjl4

Sarah-Jane Szikora – Página Pessoal : http://sarah-janeszikora.com

Mara Sicca – Facebook: https://www.facebook.com/mara.sicca

Flickr: http://www.flickr.com/photos/marasicca/sets/72157610332778089

Fernando Botero: http://www.almeidaedale.com.br/botero

Sergio Velázquez: http://www.saatchionline.com/sergiov

Dudu Rodrigues: http://dudurodriguesartistaplastico.blogspot.com.br

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Paris é MESMO uma Festa!

1 A capa

Certo estava o escritor Ernest Hemingway em sua obra póstuma Paris é uma Festa. Um livro baseado em fatos reais, mas que fogem às belezas da cidade parisiense, ruas, pontes, cafés, monumentos ou focos de luzes, para mostrar seu lado sociável, divertimentos e saídas às ruas. Justo um pouco da Belle Époque quando a cidade em evolução retirou de casa a burguesia para passeios e desfrutes sociais. Paris evoluiu ainda mais, contudo, acredito que quem a busque, faz também com gosto de encontrar os séculos passados de glamour desta cidade. Um pouco do que é visto no filme Meia-Noite em Paris. Já assistiu? Quem vai a ela com amor e de peito aberto, busca por Van Gogh, Renoir, Monet, Modigliani, Picasso e seus intelectuais; por explorar e adentrar suas residências e museus. Paris foi e é o centro mundial da arte e da moda. É mais do que a Torre Eiffel, é a Expo 1900. É o iluminismo.

[Ernest Hemingway (1899-1961) foi um escritor e jornalista americano, produziu a maioria dos seus trabalhos entre os anos 20 e 50. Casou-se com Hadley Richardson em 1921, sua primeira de quatro esposas. Hemingway alistou-se no exército italiano em 1916 e foi gravemente ferido na frente de batalha. Ao deixar o hospital, passou a trabalhar como correspondente em Paris. Morou em diversos países onde publicou vários livros. O escritor suicidou-se em sua casa de Ketchum, em Idaho (EUA), em 1961. Surgido postumamente, em 1964, Paris é uma Festa, traz as memórias parisienses do período de 1921 a 1926, quando Hemingway morou em Paris.]

As obras a seguir são da artista plástica contemporânea alemã Christa Kieffer.

fotoCK (1949-2004) decidiu dedicar todos seus esforços para pintura em cavalete. Além de pintar em óleo sobre tela, costumava utilizar esmaltes para criar uma qualidade luminosa e sensação de profundidade nas imagens da Belle Époque parisiense. Para a pintora, Paris foi o espetáculo humano em toda a sua exuberância. E ainda deixou dito na sua página pessoal na Internet o quanto gostava de pintar ao entardecer: “A transição da luz é especialmente atraente, eu recebo com grande prazer capturar a hora mágica do final de tarde “l’eur azul”, quando milhares de luzes elétricas se misturam com lampiões a gás tradicionais e a luz do dia minguante, quando a antecipação da vida noturna estava em toda parte.”.

E completa: “São pequenos prazeres no meio do esplendor arquitetônico, as ruas e avenidas oferecidas à alegria de encontros inesperados, movimento e variedade a ser visto a partir de um café na calçada elegante, ou um passeio pela avenida”.

A tela em moldura mostra exatamente a descrição à cima. O título An Elegant Evening Out, Uma Elegante Noite à Fora, traz a diversão da burguesia. A vida sócio-noturna parisiense. Alegra-me ver a beleza que reina entre os postes de luzes e a arquitetura única do lugar.

1 An Elegant Evening Out

Trata-se de uma Praça em Paris…

2 La Fête á Place de la Republique

…ela possui a Estátua da República construída entre 1880 e 1883. Em 1879, uma competição para projetar um grande monumento dedicado à recém-proclamada Terceira República, foi vencida pelos irmãos Morice, Léopold Morice para a estatuária e de painéis em alto relevo de cenas históricas, e seu irmão arquiteto Charles Morice para a base. Duas cerimônias de inauguração aconteceram, a primeira em 14 de julho de 1880 feita em gesso, e a segunda em 14 de julho de 1883 com a versão final em bronze.

3 Place de la Republique

Les Rendez-Vous d’Ailleurs é um teatro e cabaret. Ainda existe, porém foi reconstruído e aberto à arte dos espetáculos.

4 Rendezvous at the Théater

A tela abaixo significa Os Telhados de Paris. E continua assim, a arquitetura permanece, fornecendo belas vistas.

5  The Rooftops of Paris

Passeios num dia de inverno! Um verdadeiro convite! Será que os cães nessa época usavam roupas?

6 Winter Pleasures

A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesu Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), situa-se na praça Parvis, na pequena ilha Île de la Cité em Paris, rodeada pelas águas do Rio Sena. A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da alta sociedade, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual. Olhem as charretes!

7 Notre Dame in the Snow

Veja o estilo e o caminhar dessa senhorita! Como os demais que caminham e desfrutam o cotidiano de uma mesa.

8 Une Parissienne

Porte St-Denis é um arco de 1672, antiga entrada da cidade, possui uma altura de 23 metros. Está localizado no cruzamento da Rua Saint-Denis com Rua do Faubourg Saint-Denis. Que tela maravilhosa. As luzes parecem iluminar até o observador!

9 Porte St Denis

Mudou-se o traje, mas não o costume, a efervescência cultural…

10 Detail A Parisian Cafe

“Se você teve a sorte de viver em Paris quando jovem, sua presença continuará a acompanhá-lo por toda a vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa móvel”. Ernest Hemingway – Paris é uma Festa

 

FONTES

Layout com uso de Gif retirado da página Busco Imagenes / Editado.

Wikipédia

Folhetim Online – 12 de Julho de 2012

Uol Educação

Paris é uma Festa/ Ernest Hemingway:

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/450627/paris-e-uma-festa

Christa Kieffer: http://www.christakiefferstudios.com

 

 

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Não Vai Perder o Trem! Hein?

1 capa

Trens e suas estações não me cansam de apreciá-los. Como gosto! Até o som dos trilhos faz bem aos ouvidos. Só andei uma vez de metrô. Mas na pintura volta e meia vamos dar, deparo-me com suas belezas, navegando no Google Imagem. Eles também estão presentes na música, literatura, televisão e cinema. Certa vez os vi no programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil. Tratava-se de uma viagem pelos trens do nosso país, passando pela Serra do mar Paranaense, além do passeio da Maria Fumaça em São Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul. Fiquei fascinada tal como nas telas abaixo. Vem, vamos embarcar!

Esse pintor se inspira nas maravilhas da sua terra Minas Gerais para pintar. Veja o amor em suas telas e Lá Vem o Trem, título da mesma, em homenagem a Fumaceira que liga Tiradentes a São João Del Rey por Túlio Dias.

1 Lá vem o Trem Túlio Dias

Confira a mesma a todo vapor:

Pouco descobri sobre este artista plástico, apenas que é paulista, e pintou muito bem a Estação mais bela de sua cidade!

2 Estação da Luz I Chico Guerreiro 1999

Quem também pinta maravilhosamente esta estação no século XIX é o artista plástico baiano Henrique Passos.

3 São Paulo - Estação da Luz, vista da Avenida Tiradentes (1911) Henrique Passos

Seu forte é arte sacra, mas há anos pintou o quadro abaixo, recebe tal título porque o artista estava começando a trilhar o caminho da arte. “Eu desejava ir longe, por isto registrei esta meta, este desejo e compromisso de seguir um grande caminho.” Revela o artista Danilo Pagotto também de São Paulo.

4 Viagem Danilo Pagotto

Stanhope Alexander Forbes (1857-1947) foi um artista irlandês. Geralmente pintava paisagens a céu aberto, entre elas a Estação Ferroviária de Penzance, Reino Unido, ainda existente, embora tenha evoluído.

5 O terminal, Estação Penzance, 1925 Stanhope Alexander Forbes

Ela também pinta um retrato do sul de Minas, Elisabete G. Rocha é de Paraguaçu, Minas Gerais.

6 Locomotiva Elisabete Gonzaga Rocha

Esse artista é especialista em Trens a Vapor. São tantas telas que fica difícil de escolher. Suas pinturas incluem Comboios que ainda operam na Austrália. Frank Mitchell nasceu em Sidney em 1937.

7 1919 Branch Line Duties 1927 Frank Mitchell

Por fim outro que pinta de mão cheia vagões, o britânico John V. Healey, já falei dele aqui no blog no post “Dois Salões, duas tradições”. Ele faz parte dos artistas plásticos que habitam em Surrey, um condado situado no sudeste da Inglaterra. Sua pintura em aquarela traz a Estação Ferroviária de Wilsden, construída pela companhia britânica Great Northern Railway em 1886. Foi uma estação das linhas Queensbury que decorreu entre as cidades de Keighley, Bradford e Halifax.

8 Wilsden Station John V Healey

FONTES

Túlio Dias

Blog: http://tuliodiasartes.blogspot.com.br

Facebook Pessoal: https://www.facebook.com/tulio.dias.artes

Facebook Página do Artista: https://www.facebook.com/pages/Tulio-Dias/236139573165343

Chico Guerreiro

http://arenaarquitetos.wordpress.com/page/2/?s

Henrique Passos

Blog: http://www.henriquepassos.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/henrique.passos.982

Danilo Pagotto

Blog: http://artesacra-pagotto.blogspot.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/pagottodanilo

Stanhope Alexander Forbes

Wikipédia

Google Imagens

Elisabete Gonzaga Rocha

Blog Minas de História / setembro de 2010.

Frank Mitchell

http://www.steamtrainart.com.au/gallery

John V Healey

http://www.surreyartists.co.uk/tower-bridge-london.htm

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Um tal de…

capa

“Só sei que nada sei” dizia o sábio filósofo Sócrates. Certíssimo! Digo o mesmo. Quando penso que conheço Picasso, descubro mil e uma informações sobre ele, tantas que são impossíveis de colocar tudo neste post! É lamentável que as aulas de história da arte, algumas, pelo menos a que obtive e escuto falar, façam um resumo deste pintor a sua obra Guernica.

Picasso obteve tanta história, sua arte está ligada a acontecimentos, famílias e homenagens a amigos artistas plásticos e poetas, além de mulheres por quais fora apaixonado.

Mas, pois bem… Quem assistiu ao filme Titanic dirigido por James Cameron, sobre a história real do naufrágio deste navio em abril de 1912, deve se lembrar da cena que aparece a obra “Les Demoiselles d’Avignon”, de Picasso, pintada em 1907 e um dos atores falando tal frase: Um tal de Picasso!

foto cena

Houve grandes questionamentos por críticos da arte se esta e outras pinturas como de Monet e Renoir estiveram mesmo a bordo do navio. Entretanto é notória como a elite da época desconhecia tal pintor! Fato! Picasso, embora, ainda tenha obtido algum reconhecimento em vida, foi após morte que obteve total sucesso e enorme valor de suas obras. Sua assinatura chegou a se tornar inclusive, nome de carro, como o da marca francesa Citroën.

Picasso inaugurou o Cubismo uma das correntes da Vanguarda Europeia em 1907, justo com tal pintura, que significa As Senhoritas de Avignon. No mais as obras de tal pintor, são classificadas em fases: Azul (1901–1904), Rosa (1905–1907), Africana (1908–1909), Cubismo Analítico (1909–1912) e Cubismo Sintético (1912–1919).

picassoPablo Picasso nasceu em 25 de Outubro de 1881, em Málaga, Andaluzia, Espanha. Foi pintor, gravador, escultor, desenhista e poeta espanhol. Aos sete anos influenciado pelo pai, conservador de museu e professor de desenho na Escuela de San Telmo, começou a desenhar e pintar. Hoje é um dos mestres da arte do século XX. Faleceu aos 91 anos de idade, em 08 de Abril de 1973, em Mougins, França.

A primeira fase do pintor é conhecida como AZUL (1901-1904). Trata-se de um período que Picasso havia perdido à morte um amigo, Carlos Casagemas, e também pela pobreza e dificuldade em que vivia, utiliza-se de tons azuis, pintando prostitutas, pessoas humildes, cegas, com rostos depressivos, tristes e melancólicos. Quando se apaixonou por Fernande Olivier, suas pinturas mudaram de azul para rosa, inaugurando esta segunda fase (1905-1907) que ainda apresenta melancolia, embora venha a pintar personagens de circo, como acrobatas e arlequins. Ambas as fases são mais nítidas que o Cubismo.

A tela abaixo é de 1903, no auge de sua fase azul marcada pelos temas tristes e pela palheta azulada.

1 A Refeição do Homem Cego

A tela retrata a cantora francesa Suzanne Bloch, irmã do violinista Henri Bloch, que conheceu o pintor por intermédio do preeminente poeta francês e mui amigo de Picasso, Max Jacob, no ano de 1904. Suzanne posou para Picasso no ateliê do pintor, no número 13 da rue Ravignan, em Paris, ainda em finais de 1904. A tela pode ter sido pintada a guache.

2 Retrato de Suzanne Bloch

Os saltimbancos era a classe mais baixa dos acrobatas, que iam de cidade em cidade se apresentando de improviso nos gramados. O Arlequim é um personagem da Commedia dell’Arte. Picasso misturou os tipos da maneira que se apresentavam no circo. Esse grupo foi chamado de “la bande à Picasso” (sendo o artista o arlequim em uma roupagem de losango), seus companheiros o poeta Max Jacob como o jovem acrobata e Giullaume Apollinaire, como o gordo bobo da corte, e sua companheira Fernande Olivier cujo olhar abstrato olha para o lado externo da tela. A obra A família de saltimbancos é um óleo sobre tela medindo de altura 212,8 cm x 229,6 cm de largura e está na National Gallery of Art (parte da Chester Dale Collection), em Washington, DC.

3 Família de Saltimbancos

Tela de 1905…

4 Acrobata e o Jovem Arlequim

A terceira fase o Cubismo (1907) propriamente dito, possui características negras ou africanas, devido à colonização da França na África. Segundo esta tendência, as figuras reduzidas a formas geométricas, apresentam, ao mesmo tempo, o perfil e a frente, mostrando mais de um ângulo de visão. Picasso se inspira nas máscaras africanas, começa a elaborar a estética cubista. Pinta a obra mencionada a cima Les Demoiselles d’Avignon com fragmentação da realidade e destruição da harmonia clássica das figuras.

5 Les Demoiselles d’Avignon

Depois volta a atenção para os conflitos vividos pelos Europeus perante a guerra civil Espanhola (1936-1939). Esta fase apresenta tons monocromáticos, branco, preto, tons de cinzas, representada por figuras fragmentadas. O painel pintado a óleo é obtido como representativo do bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica, (daí o nome da obra), em 26 de abril de 1937, pela força áerea nazista, apoiado pelo movimento golpista do general Francisco Franco. Encontra-se no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, na Espanha, e mede 350 por 782 cm.

6 Guernica

A obra apresenta grande descrição:

- O Cavalo representa o povo agonizando; O Touro, o poder totalitário; O Braço cortado com faca e Flor na Mão, representa o heroísmo dos soldados, e a esperança de vida; A Mulher com o Menino no Braço, inspira-se em Pietá de Michellangelo e também na obra do pintor espanhol Goya, Os Fuzilamentos de Três de Maio de 1808.

Na fase do Cubismo Analítico (1909–1912), Picasso desconsidera a arte como uma reprodução da realidade. Faz uso excessivo da fragmentação de objeto e seres, tornando-os impossivéis de reconhecê-los. Este período ele abre junto ao artista plástico francês Georges Braque. A uma preferencia pelo uso de tons terrosos, uso de tinta a óleo e pinceis.

Picasso se utliliza das paisagens no sul da Espanha. A Fábrica na Horta de Ebro se trata de uma aldeia, na verdade chamada Horta de San Joan. A tela pintada no verão de 1909 é um conjunto de peças geométricas, que dão ideia de profundidade.

7 Factory in Horta de Ebro

Tela de 1910…

8 O Poeta 1910

Já no Cubismo Sintético (1912–1919), o artista recupera a visão do espectador e torna as figuras novamente reconhecivéis, porém não totalmente realistas. Há um contraste com o analítico. A arte é feita por colagens, onde o pintor utiliza diferentes tipos de materiais e texturas, tais como pedaços de pano, madeira, papel de jornais, vidros, uso de palavras. Sua intenção é criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações tácteis.

As telas abaixo são o título de duas colagens e pinturas a óleo similares feitas pelo Picasso. Ambas foram completadas em 1921 em Fontainebleau perto de Paris, na França, e exemplificam o estilo do cubismo sintético. Uma versão está atualmente no Museum of Modern Art (MoMA) de Nova Iorque; a outra versão se encontra no Museu de Arte da Filadélfia.

Vale ressaltar que cada pintura apresenta um arlequim, um pierrot, e um monge, que geralmente representam Picasso, Guillaume Apollinaire, e Max Jacob, respectivamente. Apollinaire e Jacob, ambos poetas, eram amigos íntimos de Picasso durante os anos de 1910. Entretanto, Apollinaire morreu com a Gripe espanhola em 1918, enquanto Jacob decidiu entrar para um mosteiro em 1921.

9 e 10 Three Musicians

Tela de 1912… Perceba o uso de letras…

11 Bottle of Pernod Table in a Cafe 1912

…recortes e colagens, tela de 1913!

12 Guitar

Picasso, entretanto continua a pintar além-fases, porém sempre com características cubistas. É tanto que bastam encontrar pinturas com estilos de traços, formas geométricas fracionadas, que vem a nossa mente este grande pintor.

Os títulos de muitas de suas obras incluem a palavra espanhola La Paloma, que significa tanto “pombo” e “pomba”. O artista cresceu em torno de pombos, nas praças da Espanha, onde costumava ir quando criança.

Na imagem abaixo de 1951, Picasso com dois de seus quatro filhos, cuja mãe era Françoise Gilot: Paloma (nascida em 1949) em seus braços, e Claude (nascida em 1947).

13 FAMÍLIA

No ano que a sua filha caçula nasceu, Picasso criou a Pomba da Paz para Conferência Internacional da Paz em Paris, em 1949. Esta se tornou um símbolo para o movimento pela paz, o Partido Comunista e outros grupos liberais. Nos anos que se seguiram, Picasso concordou em criar outras pombas de paz para conferências por toda a Europa.

14 La Colombe (The Dove)

Abaixo, Picasso retrata sua filha do meio, brincando com sua boneca em 1938.

15 Portrait of Maya with her Doll 1938

Confira mais obras aqui: http://www.pablopicasso.org/picasso-paintings.jsp

 

FONTES

Wikipédia

All Abouts Arts

Blog WordPress: Lisa´s History Room /26 de Setembro de 2011

 

 

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A Metamorfose de Alina Eydel

capa

Aí gente! Demorou mais chegou! Sabe aquelas viroses de inverno! Pois é! Mas estou aqui com uma artista plástica ucraniana que é o máximo! Sua arte é bem diferente. Os cabelos e vestidos das mulheres lembram edificações com um forte colorido e sensualidade. Há também luz e brilho. Elementos metamórficos e surreais. A maioria das telas pintadas em acrílica.

fotoAlina Eydel nasceu em Kiev, Ucrânia, no ano de 1989. Emigrou junto aos pais para os Estados Unidos em 1992, onde lutaram muito como imigrantes para sobreviver, mas seus pais sempre apoiaram a criatividade de Alina. Dentro da primeira década de sua carreira, a jovem Eydel já alcançou um significativo reconhecimento como artista e já vendeu mais de 2 milhões de dólares de seu trabalho artístico.

Alina tem um B.A. (bacharelo) em Belas Artes da Florida Gulf Coast University e suas peças podem ser encontradas em coleções públicas ao redor de Florida, particulares em todo os EUA, além de vários outros países.

A tela em moldura se chama Fierce Fairy on Gold, ou seja, aproximadamente se trata de uma Fada em Ouro. Sinceramente vejo uma moça com asas de borboletas! Lindíssima!

1 Fierce Fairy on Gold

Até porque a artista possui uma categoria chamada Mosaico de Asas de Borboletas. Como é o caso abaixo! Muito interessante.

2 Butterfly Kiss_I

Como diz o título, um trecho da tela em português significa; Noite Tropical! E é! A noite está caracterizada pelos prédios nos cabelos da moça. Será que a mesma dorme?

3 A Tropical Night Marcity

Aqui as edificações estão na estrutura corporal… Gostei bastante do chapéu, do olhar!

4 City Romance

Anjo no crepúsculo!

5 Dusk-Angel-II

Vestido de flores! Também me lembra de metamorfose, pois digo sempre há mulheres que são rosas, nascem pequenas como uma semente e desabrocham, sendo lindas e charmosas!

6 Stargazer Celebration

Surrealismo! Já imaginou um vestido cheio de luzes? A tela significa Sonhos de Fogos de Artifício! Lembrou-me da música Fireworks da Katy Perry, cantora e compositora estadunidense do estilo pop music: Baby you’re a firework / Come on let your colors burst / Make ‘em go “Ah, ah, ah!” o sonho talvez esteja caracterizado pelo “véu” que parte dos olhos da moça.

Ouça aqui: http://www.kboing.com.br/katy-perry/1-1054084

7 I Dream of Fireworks

FONTES

Página Pessoal: http://www.alinaeydel.com

Facebook da artista: https://www.facebook.com/alinaeydelartist

 

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Isaac Maimon

Capa

As mulheres que habitam as telas do artista israelense Isaac Maimon são belas. Com curvas sutis, sorrisos misteriosos e as modas impecáveis, ​​suas pinturas icônicas retratam a sociedade parisiense dos cafés, que são criadas com linhas magistrais e derrames de cores. Já os homens na sua inteira elegância quase sempre possuem os traços dos rostos inacabavéis.

fotoNascido em Tel Aviv, no dia 15 de dezembro de 1951, Isaac possui amor pelas vias francesas, a partir dos pais que possuiam domínio da língua e certa descendência. Ao estudar numa das melhores escolas de arte de Israel, Avni Institute of Fine Art em Tel Aviv, Maimon passou a cultivar o interesse na escola de Paris. Conheceu e se fascinou pelos trabalho de pintores franceses famosos como Henri deToulouse-Lautrec e Henri Matisse.

Vejo em sua arte uma influência do espaço de Lautrec e, dos traços e cores de Matisse. Confira:

moldura dos quadros e retratos do blog

Mais tarde Isaac iniciou uma associação que lhe permitiu construir e administrar cafés. Tornou-se proprietário de restaurantes e pubs. Sempre artista, era frequentemente encontrado atrás de uma mesa a fazer esboços dos clientes. Pensava que podia discernir o que as pessoas estavam a dizer ou a sentir pelas suas expressões e posturas.

Esboçava a partir da vida e seguia para o estúdio a fim de colorir as ideias na tela. O seu interesse na Escola de Paris foi novamente cultivado e alimentado. O artista revela em sua página pessoal que adquiriu uma enorme paixão pela atmosfera das casas de café de Paris. Sua arte é atualmente realizada em coleções públicas e privadas e pode ser visto em exposições e galerias de arte de todo o mundo. Além de retratar Paris a partir de sua ótica, do que vê, parte também ao estilo expressionista.

É bom saber que a cidade francesa é cercada de cafés! Entre todos o mais presente em telas de muitos artistas plásticos é o Deux Magots. Mais foi em 1686 que o chef siciliano Francesco Procópio fundou o primeiro Café de Paris, situado no 6º destrito, o Le Procope, que carrega até hoje o estilo e decoração dos séculos XVII e XVIII. Nos anos seguintes os Cafés passaram a ser um símbolo do modo de vida do parisiense. Pelas palavras de Emile Zola (1840-1902), um consagrado escritor francês “a vida em Paris acontece nas ruas, vista da mesa de um Café”. Interessante, não?

A tela em moldura se chama Caffe La Parisienne que abrange tudo o modo, as pessoas, os costumes, a maneira de beber um cafezinho!

1

Na segunda obra o artista retrata o ritmo da cidade, como além de saborear o café, as damas estão nas ruas a apreciar o cotidiano, hoje mais frenético. Atenção também para a moda, centro de Paris. Estilosos chapéus, vestidos e até a maquiagem! Deslumbrantes!

2 City Rhytms

Talvez o artista esteja a fazer menção à austríaca Maria Antonieta, a última e mais polêmica rainha da França.

3 Marie Antonieta

Um local de Paris!

4 Cafe Blanc

Tela bastante bonita! Lindo o vestido e o chapéu roxo da mulher! Os modos dela também são de extrema delicadeza e elegância! A tela quer dizer Mulher, mas há mais de uma, talvez se refira a todas! Já que o artista as pinta com gosto!

5 Women

Seus vestidos juntos lembram asas de borboletas. Cores fortes e muito glamour!

6 Twilight Sisters

Um pouco de café antes do passeio!

7 La Cafe Avant la Petite

Não sei a quem o pintor se refere! Talvez a mesma Antonieta!

8 Marie

Desconheço os títulos das telas abaixo! Infelizmente não achei! Caso alguém saiba, dizer, por favor! Na primeira gostei das cores, dos olhares das moças, vestidos maravilhosos.

x

A segunda possui a mesma sutileza, traços marcantes, roupas elegantes, até as bolsas são belas!

z

FONTES

Isaac Maimon

Página Pessoal: http://www.maimonpalgallery.com

http://www.artbrokerage.com/Isaac-Maimon

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Mário Nunes

Apresentação pe

O leitor do Blog QR&L Gilberto Souza de Vasconcelos foi quem me apresentou! Deixou uma mensagem sobre o artista plástico no comentário do primeiro post sobre Artistas Plásticos da minha Terra Pernambuco, cinco dias após a última postagem, em 11 de Junho de 2013, (http://quadroseretratos.wordpress.com/2013/04/24/jose-claudio/#comments). E embora já tenha dado fim a esta categoria, trago mais um post de volta. É necessário. Como para mim tudo é novo, inclusive o velho, até mesmo o Romero Britto, pois conhecia sua arte, mas quase nada sobre sua história de vida. Aqui está Mário Nunes.

fotoMário Luna de Castro Nunes, assina Mário Nunes, nascido em Recife, no bairro de Casa Amarela, em Outubro de 1889, começou a pintar muito cedo, com apenas 9 anos de idade. Na juventude, trabalhou como ilustrador do jornal “A Paleta”, por ele criado. Foi um dos fundadores da Escola de Belas Artes de Recife, permanecendo no corpo docente por mais de 30 anos. No dia 3 de maio de 1929, artistas pernambucanos, liderados por ele, promoveram, no Teatro de Santa Isabel, o I Salão Pernambucano de Belas Artes. Além de excelente cenógrafo dos teatros recifenses, Nunes foi um dos artistas convidado para pintar o Teatro do Parque, quando ele foi inaugurado em 24 de Agosto de 1915.

tp

É tido como um impressionista tardio, gostava de pintar ao ar livre, pegar seu cavalete e colocar defronte a cena, para com pincéis retratar as belezas de Pernambuco. Suas telas trazem um passado rico do Estado, feitas com muito amor. Só de igrejas pernambucanas, por exemplo, ele pintou mais de 40 telas, sem contar com inúmeras outras que mostram paisagens de Recife e Olinda, já alteradas pelo progresso.

Em 2008, o galerista, mui amigo de Mário, Carlos Ranulpho lançou o livro, Igrejas pernambucanas de Mário Nunes que, além da reprodução dos quadros, traz textos do pesquisador e historiador Leonardo Dantas, levantando aspectos históricos e arquitetônicos de cada igreja, além de saborosas estórias e lendas que envolvem alguns destes templos. O livro possui 176 páginas, e durante seu lançamento, ocorreu à exposição com as obras das Igrejas do artista. Mário Nunes faleceu na sua cidade natal aos 93 anos de idade, no ano de 1982.

Livro

A tela em moldura se chama Igreja de Santa Gertrudes – Olinda. Na realidade se chama Igreja da Misericórdia e Academia Santa Gertrudes, pois Junto a Igreja está a Academia Santa Gertrudes, um colégio fundado em 1912, pela Associação de Instrutoras Missionárias. Seu prédio, junto com o da igreja, foi cedido em 1896 à Ordem Beneditina.

1

Abaixo o Edifício São Luiz onde abriga o cinema de mesmo nome, este inaugurado no dia 6 de setembro de 1952, situado às margens do Rio Capibaribe e na cabeceira da mais moderna ponte da cidade à época, a Ponte Duarte Coelho, no bairro da Boa Vista.

2 Boa Vista e Edifício São Luiz

A Igreja e o Convento do Carmo estão situados no município de Olinda. Apesar das frequentes remodelações pelas quais passaram, mantêm, ainda, quase todo o aspecto primitivo que possuíam na metade do século XVII.

3 Convento do Carmo

A obra abaixo traz as terras onde hoje se localiza o bairro Dois Irmãos. Faziam parte do antigo Engenho Apipucos, pertencente aos irmãos Antônio Lins Caldas (Tenente-Coronel do Exército) e Thomáz José Lins Caldas (Vereador no Recife e combatente da Revolução Pernambucana de 1817) conhecidos respectivamente pelos apelidos de Toné e Coló, que por serem muito unidos denominavam o local como Engenho dos Dois Irmãos, fundado no início do século XIX, daí originando-se o nome deste bairro.

4 Dois Irmãos

Acredito que se trate da Cidade de Olinda, com a Academia de Santa Gertrudes ao alto.

5 Pólis

Esta é outra que o artista não denominou de qual Igreja se trata, mas acredito ser o Mosteiro de São Bento em Olinda! Confere? Não! Segundo o comentário do colega Gilberto Vasconcelos abaixo, trata-se do Convento Franciscano de Santo Antônio, de Igarassu, PE.

6 Igreja

Casas de pescadores? A margem de alguma praia!

7 Marina com Casas

Amei a tela abaixo!

8 MN

Por fim deixo meus agradecimentos ao leitor e apreciador do Blog Quadros, Retratos & Leituras, Gilberto Vasconcelos, por me falar a respeito deste grandioso artista plástico. De fato as telas de Mário Nunes são um passeio por um Pernambuco de esplendor, que deixa saudade, até de um tempo que não vivi, mas fica a desejar. Seja então por pinturas, tão ricas em história, com cores e traços que nenhuma fotografia traz!

FONTES

Wikipédia

Revista Continente Multicultural – edição nº 87, Março de 2008.

Galeria de Artes Rodrigues

Galeria Ranulpho – Acervo Mês das Mães

Catálogo das Artes

Fundação Joaquim Nabuco – Biblioteca On-Line

Blogspot Lugar do Souto – Novembro de 2008 (Mário Nunes pintor do Recife).

Prefeitura de Olinda

A Evolução do Recife – Especial Jornal do Commercio.

Banco de Imagem do Google.

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Casinha Pequenina

Capa

O Título desse post se trata de uma modinha da Bossa Nova tocada nos anos 60 e 70. Minha mãe cantava para eu dormir, é tanto que não me esqueci, na voz dela era mais bonita e agradável, mas claro, a voz popular fica por Nara Leão, cantora brasileira, de Vitória, Espírito Santo, falecida em 1989, aos 47 anos.

Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu
Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu
Tinha um coqueiro do lado
Que coitado de saudade já morreu
Tinha um coqueiro do lado
Que coitado de saudade já morreu

Tu não te lembras das juras e perjuras
Que fizeste com fervor
Tu não te lembras das juras e perjuras
Que fizeste com fervor
Do teu beijo demorado prolongado
Que selou o nosso amor
Do teu beijo demorado prolongado
Que selou o nosso amor

O curioso é que o final da canção original difere um pouquinho da que eu ouvia na minha meninice. Ao invés de juras e perjuras, era assim: não tinha coqueiro ao lado não, tinha um carro à mansão, onde alta madrugada ficava, onde meu passarinho cantava! Talvez minha mãe tenha mudado, não encontrei esta versão, mas o resto da música permanece, e se quando pequena embalava meu sono, até hoje encanta meu coração. Você conhece? Já a escutou com a Nara Leão no vocal?

A música esta associada com casas que vi na infância e criei na minha imaginação. Agora resolvi postar com obras de arte. Para começar, escolhi a obra do artista plástico brasileiro, já falecido, João Soares Carvalho (1899 Fortaleza/CE – 1988 Belo Horizonte/MG), cujo título é Praia.

1 Praia João Soares Carvalho

Já a casa de Bia artista plástica natural do Espírito Santo, que escolheu Macaé, no Rio de Janeiro para viver difere um
pouco, mas não deixa de ser uma linda casinha.  A pintora dirige o Atelier de Artes em Macaé. É autodidata em pintura a óleo sobre tela há mais de 35 anos, aprofunda seus conhecimentos com leitura e visitas constantes a museus, galerias de artes e
exposições. Eclética, gosta de experimentar todas as técnicas e novidades.

2 Quero uma Casa no Campo 2009 Bia

Em seguida trago mais uma tela do artista plástico paulistano já citado aqui no blog, Fabiano Sorbara. Ele pinta uma capela, onde não deixa de ser uma casinha repleta de amor. As cores trazem recordações saudosas. Gosto muito!

3 Capela de São Miguel Arcanjo Fabiano Sorbara

Paz! Sossego! Imagino quem more nessas casinhas não se preocupam em demasia, vivem somente com o necessário! Tela de Antonio Gomes Comonian, assina Comonian, nasceu em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo em 1954. É artista plástico autodidata, porém com formação em Desenho no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).  Sua arte aborda a natureza com uma grande riqueza de detalhes.

4 Comonian Convivendo com a Natureza

Olha a chaminé! Aí a comida deve ser feita na lenha! Um charme. O artista plástico Dalmo de Oliveira, assina Dalmo, nasceu em 1964. É da cidade de Tubarão, Santa Catarina.

5 Casa de Fazenda Dalmo

No lugar dos coqueiras, ipês amarelos! Pincéis de Rosemarie Borgmann, artista plástica brasileira de Jaguará do Sul, Santa Catarina. A mesma diz algo interessante: “A Criação que nos cerca é a Suprema Obra de Arte, mas é com o Pincel e as cores que posso retratar o movimento, a cor da cor e o sentimento que só enxergamos com os olhos da alma.”.

6 Pinhas e Ipê Amarelo Rosemarie Borgmann

Outra que povoa minhas doces lembranças! Tela do artista plástico italiano Miguel Bertoni Filho (1892-1959). O artista veio aos 10 anos de idade com seu pai e irmão morar no Brasil onde retratou lindas paisagens.

7 Casa de Praia Bertoni Filho

Por fim um artista plástico pernambucano, natural de Recife, desenhista de história em quadrinhos e cartunista Valdecio César de Andrade, assina Vandrade. Embora sua tela possua uma explosão de cor, gosto do lugar!

8 Coqueiral na Praia Vandrade

Ouça Casinha Pequenina na voz de Nara Leão:

 

FONTES

João Soares: Site Arte e Eventos

Bia: http://www.artmajeur.com/pt/artist/biaatelierdeartes

Fabiano Sorbara: Blog: http://fabianosorbara.blogspot.com.br

Facebook: https://pt-br.facebook.com/fabiano.sorbara

Comonian: http://www.comonian.com.br

Dalmo: http://dalmodeoliveira.arteblog.com.br

Rosemarie: Arte Borgmann – Blogspot -Novembro de 2010: http://arteborgmann.blogspot.com.br

Bertoni: Catálogo das Artes – Biografia

Vandrade: Vandrade-EXPO, Fevereiro de 2012: Blog: http://vandrade-expo.blogspot.com.br

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