Amigos do Blog Quadros, Retratos & Leituras

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Após quase dois anos compartilhando, discutindo, descobrindo a arte e artistas plásticos do mundo, e de vários lugares do Brasil, o Blog Quadros, Retratos & Leituras chega ao fim. Sei que faltou falar de outros grandes e maravilhosos artistas. Mas o mesmo continuará on-line, para que possam explorá-lo, descobrir maravilhas entre inúmeras postagens. Agradeço de coração e lágrimas nos olhos, a todos que aqui estiveram e deixaram coisas indescritíveis. Agradeço antes de tudo a Jesus e a Maria Santíssima por me dar sabedoria, capaz de produzir e crescer a cada postagem. Mas a vida é uma aprendizagem, e às vezes, é preciso lançar outros voos. Deixo aqui meus últimos comentários a este blog tão amado:

Nos últimos tempos descobri QUE Portinari foi morto pelo seu instrumento de trabalho, as tintas: morreu intoxicado. QUE Romero Britto ficou rico e não pintou um painel em Recife, sua cidade natal. QUE a Belle Époque aparece em diversas obras de arte. QUE há passeios de Trens pelo Brasil a fora. QUE o perfume que se chama Paloma Picasso foi criado pela mesma, filha de Pablo Picasso. QUE há artistas tão realistas que suas telas mais parecem fotografias. QUE Pernambuco possui nomes da artes plásticas incrivéis, tantos os veteranos como os contemporâneos. QUE William Bouguereau é um artista devoto do catolicismo e pinta divinamente. QUE na 2º Guerra Mundial algumas pessoas protegiam as cabeças com pinico devido às balas. QUE Di Cavalcanti assinava Edi Cavalcanti. QUE Anita Malfatti descobriu que queria ser pintora depois de se deitar na linha do trem. QUE cada país é representado por um prato gastronômico. QUE o escritor Kafka morava em Praga, a cidada das cem cúpulas. QUE os táxis amarelos numa pintura, poderiam me ajudar a chegar ao pintor. QUE a pintura do quadro que decorava a sala de espera do meu pediatra se tratava do estilo NaïF. QUE Paris tem várias ruas e conheci todas, sem nunca ter ido lá. QUE no Sul do Brasil há artistas apaixonados pelo impressionismo. QUE há inúmeros QUEQUE a construção do Blog Quadros, Retratos & Leituras, primeiramente Quadros & Retratos, surgiu após cursar a disciplina de história da arte, como eletiva da universidade, no meu curso. QUE jamais imaginei que através de tantas pinturas, posso enxergar as pessoas, o mundo, a mim. A ARTE SOU GRATA POR TANTOS QUE… Cristiane Menezes

PS: Se notaram a última tela aqui postada, traz o tema que abri o Blog! Que Deus os abençoe! Grata mais uma vez pelo carinho, comentários, interatividade, dicas, tudo de bom!

Agosto/2013

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Joaz Silva e Isac Vieira

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Atendendo a um pedido de uma leitora do blog Elaine Alves, no dia 23 de agosto, cheguei a esses dois artistas plásticos pernambucanos. Não os conhecia, mas é assim que se faz a arte com descobertas. O primeiro pintor Joaz Silva pinta Recife e Olinda de forma maravilhosa, além de óleo, faz uso de uma técnica que mistura pastel e grafite. O segundo traz personagens nordestinos muito queridos pelos pernambucanos, como o grande escritor e dramaturgo Ariano Suassuna que se recuperou recentemente de um infarto, mas continua forte para contar boas histórias. Ambos têm em com o sobrenome Gomes e são grandes pintores. Que tal conferir?

JOAZJoaz Gomes da Silva nasceu em 06 de setembro de 1962, no Recife. Desde pequeno demonstrava interesse por desenhos, mas só a partir da década de 90, iniciou-se profissionalmente na arte plástica, ao fazer formação e especialização em arte visuais nas mais variadas escolas de arte, em Pernambuco, entre as escolas o Instituto de Cultura Técnica (ICT) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde obteve maior grau de aprendizado com professores estrangeiros, além do Centro de Formação em Artes Visuais (SEFAVI). Joaz é hoje pintor, escultor, além de professor de arte, costuma frequentemente dar aulas em seu ateliê para adolescentes a partir dos 12 anos até a boa idade. Já realizou inúmeras exposições e ganhou diversas premiações.

Atelier Joaz Silva, Praça Machado de Assis, n°66, Edifício Novo Recife. Sala 10251° andar – Boa Vista. silvaescultor@hotmail.com. Cel: (81) 88328825

PS: Para quem se interessar o artista plástico estará com uma mostra coletiva no Circuito do Café em Caruaru/PE, que acontecerá entre 30 de setembro e 29 de outubro, onde estará expondo telas inéditas.

A tela em moldura se chama Grande Recife, nela a técnica pastel e grafite está presente e traz uma beleza única!

1 Grande Recife

IsacIsac Gomes Vieira nasceu em 23 de julho de 1961, em Alagoa Grande, Paraíba. Mas aos sete anos passou a morar em Recife, e foi aqui onde apurou seu talento e desenvolveu com gosto sua carreira.  Isac tem a arte voltada para retratos. Já participou de inúmeras feiras e exposições o que lhe rendeu enviar trabalhos a alguns países europeus. Sua galeria de arte se situa na Casa da Cultura.

Não descobri o título da tela, talvez seja Ariano Suassuna mesmo. Fica aqui meus parabéns ao artista. Muito bom em retratos.

1I

Vejamos demais telas de ambos os artistas, nem todas consegui o título, mas estão aqui para ser apreciadas. Gostei bastante!

2 Panorâmica de Recife

2I

3j

3I

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Caminhando na chuva…

4I

FONTES

Textuais

Portal Nação Cultural

Agenda Cultural

Joaz Silva

Página Pessoal: http://joazsilva-escultorpintor.blogspot.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/joaz.silva1

Isac Vieira

Página Pessoal: http://www.isacvieiraarte.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/isac.vieira.731

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Memórias de um artista argentino.

capa

fotoEmbora pertença a uma família de origem italiana, Aldo Luongo nasceu em Buenos Aires, Argentina. Obteve na vida duas paixões: a arte e o futebol. Depois de se formar na Academia de Belas Artes de Buenos Aires, seguiu para os EUA para jogar futebol profissional no New York Generals. Sofreu uma lesão, e sua carreira como atleta foi pelos ralos. Continuou em Nova York , porém fazendo obras de arte em tempo integral. Enquadrado na arte contemporânea, começou na década de 70, com desenhos em preto e branco, inovando mais tarde para acrílico e aquarela em lona. Seu reinado no topo do mundo da arte contemporânea durou por quase quatro décadas, e ainda faz sucesso.

Luongo já recebeu inúmeros prêmios e honrarias. Inclusive com pinturas esportivas. Suas telas são intensas, de um artista apaixonado pelo processo da criação. Elementos do impressionismo são visíveis. Pinta figuras e paisagens. Nelas há movimento, paz, tranquilidade, beleza, busca pessoal. Entre a arte figurativa está presente a figura de um velho, o qual ele chama de Falcão/Hawk. Há inúmeras telas com ele sendo pintado de forma evolutiva, através do tempo pessoal dele, e não de Luongo. Trata-se da memória que o artista possui do seu velho pai, e a descoberta de seu próprio futuro. É uma arte carregada de vivências, lembranças, desejos do artista.

Entretanto o que mais me agradou em sua obra foi o olhar de algumas figuras, a forma como expressa os sentimentos, os pequenos atos. O velho não! Lembram-me alguns cinematográficos, que aparecem em filmes mesmo, velhos de bar, bêbados. Quando está a sorrir me parece malicioso. Mas a tela em moldura que inicio este post se chama Cool, em português Legal. O cãozinho, que lembra a adorável raça Labrador e Golden Retriever, parece bem à vontade, deitado numa sombra à beira mar. Parece também ver algo. Mais o que será? Cabe a imaginação do observador. Legal, né?

1 Cool

Embora não goste do velho, achei interessante esta tela, pois vemos a paisagem duas vezes. O primeiro olhar é a tela como todo, depois o olho corre para o segundo ponto, que é a tela onde o velho está a pintar. O lugar na tela se trata de uma comuna italiana, justamente a herança familiar do pintor.

2 Hawk In Napa a Painting and Grappa

E vira e mexe, encontro uma das minhas paixões! A tela ferve emoções.

3 Twilight Tracks

Outra tela que brinca com a imaginação do observador. Há um espelho que reflete as janelas do quarto, mas a mulher não parece estar diante dele. Embora se obtenha a sensação que ela esteja a olhar para um! Será que há outro?

4 Finishing Touches in Red Sweater

Belo o toque, a expressão de carinho, bem sutil.

5 Young Lovers

Um instante. A preparação. O detalhe. Parece faltar o nó, para a dança começar!

6 Jenette Lacing II

E o amor se faz…

7 Intimate Moments

Por fim cores do outono, e mais uma vez surge a interação com o observador. O que está a moça olhar com tanto entusiasmo?

8 Autumn Ride

FONTES

Página Pessoal do artista plástico: http://www.aldoluongo.com/Home.html

Representantes da arte do artista: http://www.artbrokerage.com/Aldo-Luongo

 

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Vicente do Rego Monteiro

Apresentação pe

Para os apreciadores da arte pernambucana provavelmente deve ser um artista bem conhecido. Quanto a mim que obtenho a arte como um “prazer em conhecer, ver, observar, passar horas a fio” foi uma descoberta. Estava lendo notícias da Galeria Ranulpho quando descobri que a comemoração  de 45 anos da mesma em março deste ano foi marcada pelo lançamento do livro sobre Vicente do Rego Monteiro, Vicente do Rego Monteiro: olhar sobre a década de 1960. Isto porque o galerista Carlos Ranulpho era o seu marchand e continua sendo o representante das obras do pintor. Para completar tomei o conhecimento que neste Domingo, 18 de agosto, a Folha de São Paulo trouxe Vicente no 15º volume da Coleção Folha Grandes Pintores Brasileiros. Pois bem, suas obras merecem aplausos, e não poderia faltar com este artista recifense, embora já falecido, deixou histórias e lindos trabalhos.

Livro escrito por Jacob Klintowitwitz, um crítico da arte, a obra faz um resgate da atividade artística do pintor pernambucano nos anos 60. Além da capa do Volume da Folha.

livros

vicenteEle nasceu em Recife no ano de 1899, numa família de artistas. Foi ao Rio de Janeiro em 1908 dar início a sua carreira artística na Escola de Belas Artes. Já em 1911 estava em Paris, cursando a Academia Julian, uma escola privada de pintura e escultura, por três anos. Obteve contato com Amedeo Modigliani, Fernand Léger, Georges Braque, Joán Miró, Albert Gleizes, Jean Metzinger e Louis Marcoussis, algumas de suas obras refletem isto, há uma que lembra bastante as artes de Braque. Perceba:

Braque e Vicente

Desde cedo Vicente demonstrou vocação para a pintura. Iniciou-se nesta arte sob a orientação de sua irmã, também pintora Fédora do Rego Monteiro. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, voltou ao Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro. Em 1918, realizou a primeira individual, no Teatro Santa Isabel, no Recife, e dois anos mais tarde expôs pela primeira vez em São Paulo, onde entra em contato com a corrente modernista de pintura, especialmente de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, além do romancista Oswald de Andrade.

Logo em seguida viajou para França, em companhia de seu amigo o sociólogo e escritor Gilberto Freire, deixando oito óleos e aquarelas para serem expostos na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, entre elas a tela cujo título é Homens Trabalhando.

Além de pintor, foi poeta e um amante da dança. No final da década de 30 promoveu no Recife e em Paris Congressos
de poesia, com a colaboração dos poetas João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Carlos Moreira e Edson Régis. Alternando praticamente toda a sua existência entre a França e o Brasil, Vicente só pouco antes de falecer desfrutou algum prestigio maior em sua terra natal, onde nunca chegou a receber a consideração que sua importância exigia. Em 1957, fixou-se no Brasil passando a lecionar sucessivamente na Escola de Belas-Artes de Recife, na de Brasília e de novo na de Recife. Em 1966 o Museu de Arte de São Paulo dedicou-lhe uma retrospectiva, o mesmo tendo feito, após sua morte, em 05 de junho de 1970, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

As pintura de Vicente do Rego Monteiro são marcadas pela sinuosidade e sensualidade. Há figuras volumosas, que se aproximam da escultura. As cores muitas vezes são opacas. A temática religiosa é frequente. Ele também chegou a pintar retratos, inclusive da sua família.

A tela em moldura se chama Os Frades. É linda demais! As cores, as formas geométricas dos corpos, pés, mãos. Amei!

1

Gostei da organização…

2 Os Talheres

… e da simetria!

3 As religiosas 1969

Gosto da forma!

4 Mulher Sentada

Lembra-me as estátuas egípcias!

5 Maternidade Indígena detalhe

Figuras mitológicas…

6 Atirador de arco 1925

E vejo um pouco de Portinari! Não sei bem o porquê, mas me lembra!

7 Burro de Carga de Telhas

8 Goleiro

Pobre menino! Parece amendrontado!

9 O Menino e os Bichos

Mais uma vez destaco as cores da tela, há uma suavidade que prende o olhar!

10 Veado e Corça

“A vida é tudo o que tenho. A vida e somente a vida. É sobre ela que estou construindo a minha obra.” Vicente do Rego Monteiro

FONTES

Banco de Imagem do Google

Páginas

Coleção da Folha de São Paulo:  http://pintores.folha.com.br/colecao.html

Galeria Ranulpho em Recife/Facebook: https://www.facebook.com/GaleriaRanulpho

Textuais

Wikipédia

Escritório de Arte.com

E-biografias.net

Mercado Arte

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Aviso II

avisoII

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Um toque de carinho!

1 capa

Quem nunca se surpreendeu com um toque de carinho! Às vezes tão simples, um beijinho, um alisado no cabelo, um cheiro, um aperto de mão… São inúmeras formas de expressar tal sentimento. Das telas abaixo a que me fez dar vida a essa postagem foi a nobre pintura de Fritz Zuber-Buhler, ela encanta, aproxima, toca além do físico: pelo menos em mim tocou! E em ti? O título da tela é The Watchmaker And His Family  que em português significa O Relojoeiro e a Sua Família. Possui uma luz divina. O pintor foi um suiço (1822-1896) do classicismo acadêmico, escola que sofreu influências da academia francesa de belas artes. E foi em Paris que Fritz iniciou sua carreira artística com apenas 16 anos. Sua pintura é carregada de inocência, delicadeza, romantismo. Pintou retratos, além de temas mitológicos e religiosos.

1 The Watchmaker And His Family Fritz Zuber-Buhler

Aposto que muitos ainda fazem! Quando não no rosto, na mão, acompanhado até de um “bênção vô”! Edward (1833-1867) foi um artista inglês de Worcester. Pintou com ternura tela de crianças camponesas.

2 Kissing Grandpa Edward Davis Thompson

Ou um beijinho doce na cabeça do irmãozinho por Vincenzo Irolli (1860-1949), o nome já diz sua nacionalidade, Italiana. Nascido em Nápoles, pinta um Realismo singelo e singular. Fez escola com diversos mestres na Itália. A boa reputação que obteve com as apresentações em diversos espaços da Itália, levou-o a diversas mostras no Salão de Paris, Londres, Munique e Barcelona.

3 The Kiss Vincenzo Irolli

Um pintor de mão cheia! Suas pinturas são belíssimas. Sugiro visitar a página do artista. Greg Olsen, já falei dele aqui no blog, em duas postagens. Americano, de Idaho Falls, considera-se um homem fascinado pela arte desde a infância.

4 Heaven Sent Greg Olsen 2006

E este… toque aveludado! Que para sentir precisa ser delicado! Esta artista plástica, além de pintora é escultora, e vocalista.

5 Caress Jennifer Marie Stevens

Miriam Briks é uma artista polonesa, radicada na América do Norte. Sua arte é clássica com características impressionista. É visto isto nas cores e uso da luz. Em geral as telas evocam emoção e possui uma atmosfera, onde o observador é atraído pela beleza e o momento.

6 When The Sun Gets Blue Miriam Briks

Como os três últimos a cima, este também se trata de um artista plástico contemporâneo. DeVoe mostra-se como um artista intencional de pinceladas gestuais e linhas energéticas. Parece uma pintura feita com café, como já vi de alguns artistas, porém pode ser aquarela. Também vejo vento nela, há movimento!

7 The Caress  Jea DeVoe

Por fim mais uma pintura do artista plástico alemão Johann Georg Meyer von Bremen (1813-1886), publicado várias vezes aqui no blog. Isto porque suas pinturas realmente são belas. Para vê-las basta colocar o nome do artista no campo de busca! Mais… Olha só que agrado!

8 The Chatterbox Johann Georg Meyer von Bremen

FONTES

Google Imagem

Wikipedia

Fine Art America

José Rosário Blogspot – Dezembro de 2012.

Urielarte

Página do artista plástico Greg Olsen: http://www.gregolsen.com

Jennifer M. Stevens: http://wakohsiyostudio.com/art/art_gallery

Facebook Miriam Briks: https://www.facebook.com/pages/Miriam-Briks-Art/187046677975136

 

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AVISO

Apresentação1

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A cor da vida…

1 capa

FotoDmitry Spiros é um artista russo, quarentão, nascido em Tashkent, ex-república da União Soviética, no ano de 1971. Descendentes de pais gregos, é considerado um contemporâneo impressionista, fazendo muito bem o uso das cores, luzes e perspectivas. O pintor sofreu influência da escola francesa, mantendo sua mente em artistas como Van Gogh, Gauguin, Degas, Sisley, Renoir, Monet, e também os impressionistas russos dos séculos XIX e XX.

Seus temas variam entre paisagens, animais, naturezas mortas e retratos. Em 1993 depois de ter completado um período no Exército, estudou arte, graduando-se com honra após cinco anos. Mesmo durante o primeiro ano na escola, ele montou sua primeira exposição e vendeu várias obras com grande sucesso. Ao mesmo tempo, Dmitry também ensinou pintura e trabalhou como designer para a BAT (British American Tobacco) gigante do tabaco britânico e americano.

O pintor ainda fez carreira em Designer, trabalhou também para Nestlé desenvolvendo embalagens para chocolates  e fazendo design de embalagem para muitas empresas de alimentos russos. Spiros colaborou com a editora AGNI criando cartões postais e cartazes, muito deles decoram paredes de hospitais, escritórios e centros comerciais na cidade de Samara. A linha de produtos de souvenirs com base em suas telas foi produzida. Em 2008 viajou a Europa, muitas vezes a pé, com um cavalete por trás de seus ombros.

Tudo que vive, vê, e saboreia retrata em suas telas. Ruas tranquilas, fontes nas praças, aromas de especiarias diversas e o verão que se levanta boa parte do ano, sendo coberto por neve só alguns meses na sua cidade natal. A cidade de Leningrado, onde passou sua infância também está nos pinceis, com seus museus, parques e artistas, assim como a de Samara, onde morou entre 1998 e 2010. Desde 2011 o pintor reside em Cancún, no México. Suas pinturas fazem parte de coleções particulares em vários países.

*Os títulos das telas abaixo foram traduzidas do russo para o inglês para melhorar a compreensão das mesmas. / Sob uso do Google Tradutor.

A tela em moldura se chama Caribbean Sea, uma das paixões do artista. Amei! As cores estão esplêndidas, tal como a natureza do lugar.

1 Caribbean Sea

Gaivotas nas águas caribenhas! Linda tela! Estas aves são marinhas.

2 Gulls on the Water

Outono. Em alguns países está estação é maravilhosa, as folhas caem sem parar e formam um chão colorido. Lembrou-me um pouco uma das telas do artista plástico brasileiro e impressionista, Washington Maguetas, já presente aqui no blog.

 3 Autumn

A beleza e o romantismo de Veneza! Único!

4 Blue Venice

Nessa tela o artista faz referência a cidade de Samara, conhecida entre os anos 1935 a 1991 por Kuibyshev. Hoje é uma das principais cidades industriais da Rússia. Foi aberta a estrangeiros para turismo, moradia e trabalho, há uma série de empresas e fábricas internacionais.

5 Str. Kuibyshev

Cavalo! Não me canso de olhá-los. Toda vez que passa um por mim, busco tocá-los, olhar em seus olhos, são grandes animais.

6 Horse

Um rio da Rússia. Gostei da tela, dá vontade de entrar, até mesmo com as calças arregaçadas, só para pisar nas pedras…

7 River Psezuapse

Próprio de Veneza! A fusão das cores está ótima.

8 Carnival

Faz tempo que não encontro uma natureza morta tão viva. A luz está impecável!

8 Still Life

Nossa que pintura bela! Linda mesmo! Imagino logo numa parede de sala de estar!

9 Red Peacock

Vasos diferentes! Traz me algo de Marrocos, embora nunca tenha ido lá! Digo pelo que se vê em livros e filmes.

10 Vase on a Tray

Por fim uma onda com a beleza e cor incomparável de Cancún, México!

10 Wave

FONTES

Página Pessoal do artista: http://www.spiros.ru/index.htm

Etsy.com – SpirosArt

Russianpaintings.net

Fine Art America

 

 

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Uma arrumadinha no cabelo!

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Meus cabelos, cabelos teus. Pente, escova, mãos como você mulher os arruma? Quem assistiu a animação da Disney A Pequena Sereia, viu que a mesma penteia suas madeixas vermelhas com um garfo! Será que em outras épocas alguém já tentou isto?

Mas vem cá, diz-me uma coisa, independente do objeto, você dá uma olhadinha no espelho antes de sair de casa? Hã? Preocupas com seus cabelos? Deixa-os ao vento? Longos ou curtos, estamos sempre de olho na cabeleira, seja por cuidados ou para evitar embaraços.

Olhe os cabelos da moça da tela The Glory of Womanhood, que significa A Glória de Ser Mulher, do pintor inglês, realista e de retratos Thomas Benjamin Kennington (1856-1916). São grandes né? Será que nesta época existia creme para desembaraços? Hoje são tantos nas prateleiras de supermercados e lojas que até fica-se em dúvida de qual comprar!

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As mulheres do ínicio do século XX, tinham como costume ter cabelos compridos. Algumas chegavam a comprar apliques para obté-los. Porém não havia a ditadura do liso. Cada qual a sua maneira. Oskar Begas (1828-1883) foi um pintor alemão também de retratos. Pintava a corte e a burguesia da época. Que trabalho pentear este cabelo! Certamente a mesma fazia horas antes do passeio.

2 Jeune fille a sa Toilette Oskar Begas

Também longos são os cabelos dessa jovem! Pintura do artista alemão Johann Georg Meyer von Bremen (1813-1886). Ela parece tratá-los com muito gosto e carinho!

3 Young woman plaiting her hair 1860 Johan Georg Meyer Von Bremen

Interessante! Olhe mesmo o tamanho da trança! E esse objeto na cabeça da moça, seria um projeto de diadema? A tela pertence ao pintor russo Philipp Osipovich Budkin (1806-1850).

4 A girl at the Mirror Philipp Osipovich Budkin

Na década de 20, os cabelos passaram a ser extremamentes curtos, com franjinhas. As mulheres faziam uso de faixas e presilhas para enfeitá-los, quando não, usavam até flores. Curtos sem franja e coques havia também, ou até um pouco longo, mas sempre preso, seja por, berilos, fivelas ou lenços. Nos anos 40, quanto mais ondulado melhor. Já nos anos 50 a indústria de cosméticos lançou os reflexos, o cabelo de Marylin Monroe virou febre e e a mulherada ficou louca, começando a a pintar os seus de loiro.

Federico Zandomeneghi (1841-1917) foi um dos poucos pintores italianos que aderiram as ideias e técnicas do impressionismo. Percebe o jogo do claro e escuro? Quanta preocupação em arrumar o cabelo, o mesmo possui franja!

5 Mother and Daughter Federico Zandomeneghi

Victor Gabriel Gilbert (1847-1933) foi um pintor francês suas pinturas exaltam a Belle Époque da mulher e dos trabalhadores, comerciantes de Paris. Cabelo curtinho também, preso por um lenço e enfeites floridos!

6 The Flower Seller Victor Gabriel Gilbert

Este é o típico pintor classicista de busto de mulheres. Australiano, viveu 85 anos. Cabelo curto e ondulado! Um jeitinho sendo dado com a mão mesmo!

7 Vanity Abbey Altson

John White Alexander (1856-1915) foi um pintor americano, expert em retratos, principalmente de mulheres. Aposto que está para sair à rua! Últimos retoques no cabelo!

8 Young Woman Arranging Her Hair by John White Alexander

Pál Fried foi um artista húngaro (1893-1976) suas pinturas traziam mulheres nuas, dançarinos e paisagens. Perceba como a moça de cabelo loiro lembra a Monroe? Seu cabelo segue bem o estilo da estrela americana! E ela faz uso de uma escova mais moderninha!

9 A Nude Woman Brushing Her Hair with Her Reflection the Mirror Pál Fried

Eduard Charlemont (1848-1906) foi um pintor austríaco. Pintava geralmente pessoas no seus afazeres. Vale dizer que ele ficou conhecido mudialmente pela obra O Guardião do Serralho, conhecido com o Chefe Mouro. Será beliro nos cabelos?

10 Bei der Toilette Eduard Charlemont

FONTES

The Garden of Delights

Guariscogallery

Met Museum

Tumblr.com

Hey U Go Girl.com Novembro de 2011.

Wikipédia

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Nascido e morto pelas tintas!

capa

Para mim este pintor sempre foi o Graciliano Ramos da pintura. Digo isto porque após ler o romance Vidas Secas deste grande escritor, vi na tela Os Retirantes (1944), a saga dos sertanejos em imagem. O livro do Graciliano narra a história de uma família de nordestinos que cruza o sertão em busca de sobrevivência. A história ocorre na década de 30, mas não foge a realidade atual, assim como a tela de Portinari. A tela Criança Morta da mesma série, também demonstra reflexos da seca como a fome, a dor e a morte que é quase sempre presença constante, quando não do homem, daquele que é seu companheiro, seu ganho de vida, seu gado, seu animal.

A tela ecoa como uma denúncia social. É fria. Dura. Monótona. Sem cor. A família é grande há mais de três filhos, sem falar do que habita o ventre da mãe. A miséria está estampada nos ossos. Há dor, mas não lágrimas. A seca é completa. No céu há urubus, pássaros que geralmente sobrevoam animais mortos. A barriga da garota é um retrato da fome, dos vermes existentes. Os pés também chamam atenção pela grandeza, estão cansados de caminhar.

1 Os retirantes 1944

O primeiro olhar está voltado ao pai encurvado, elevando nos braços a dor de ter seu filho morto. É como um grito, um clamor, por vida. Aqui a única água é a que escorre dos olhos. Infelizmente a seca é fatal e contínua, o governo em nada contribui, mas hoje há corações solidários tentando amenizar o sofrimento do sertanejo.

2 Criança Morta

3 fotoCândido Torquato Portinari (1903-1962) nasceu numa fazenda de café, munícipio do Estado de São Paulo chamado Brodowski. Seus pais eram imigrantes Italianos de origem muito humilde. Portinari, embora não tenha possuído uma educação de qualidade, pois se quer completou o ensino primário, possuía uma forte vocação artística. Este talento foi à tona, graças a uma trupe de pintores e escultores italianos que atuava na restauração de Igrejas, e ao passar pela região de Brodowski, recrutou Portinari como ajudante.

2 Casa de Portinari na Infância

Decidido a aprimorar seus dons, o talentoso menino partiu ao Rio de Janeiro, para estudar na Escola Nacional de Belas Artes, mesmo que para isto, logo no início, tenha passado fome.  Assim começou a se tornar destaque entre os professores e a imprensa. Tanto foi seu desabrochar, que aos 20 anos de idade já participava de exposições, sendo foco de artigos de diversos jornais da época. Foi nesse momento que Portinari começou a se interessar pelo movimento artístico um tanto radical chamado Modernismo.

4 escola

[O modernismo brasileiro foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas. Obtinha como foco reconstruir a cultura brasileira, eliminando os valores estrangeiros, rompendo com todas as estruturas do passado, realizando experimentações e transformações estéticas. O movimento no Brasil foi desencadeado a partir da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias como o Cubismo de Picasso e o Futurismo.]

Ao contrário do que alguns pensam, o artista não participou da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, e suas telas, naquela época, nem de longe tinham a ousadia dos trabalhos de Tarsila do Amaral ou Anita Malfatti.

5 foto 2

Portinari viajou ao centro mundial da arte, Paris, onde viveu por dois anos. Lá conheceu Maria Martinelli, uma uruguaia de 19 anos com quem o artista passaria o resto de sua vida. Em 1931 de volta ao Brasil, muda completamente a estética de sua obra, valorizando as cores e a ideia das pinturas. Foi fundo nos temas de cunho social, pintando trabalhadores rurais, retirantes nordestinos e favelas cariocas. Sua obsessão passou a ser o registro das contradições sociais brasileiras, como a fome e a miséria, mazelas que ele conheceu na própria pele. Ele quebrou o compromisso volumétrico e abandonou a tridimensionalidade de suas obras. Aos poucos o artista deixa de lado as telas pintadas a óleo e começa a se dedicar a murais e afrescos. Ganhando nova notoriedade entre a imprensa, Portinari expõe três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial em Nova Iorque de 1939.

6 RETRATO DE MARIA

Os quadros chamaram a atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) na década de 40. Ao visitar o MoMA, Portinari se impressionou com uma obra que mudaria seu estilo novamente: “Guernica” de Pablo Picasso. De volta ao Brasil, o pintor começou a apresentar problemas de saúde, como uma grave intoxicação, causada pelo chumbo presente nas tintas que usava.

Desobedecendo as ordens médicas, Portinari continuava pintando e viajando com frequência para exposições nos Estados Unidos, Europa e Israel. Em 1944, após a inauguração, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer, inicia as obras de decoração do Conjunto Arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte, Minas Gerais, destacando-se na Igreja de São Francisco de Assis, o mural São Francisco (do altar) e a Via Sacra, além dos diversos painéis de azulejo, sendo tudo concretizado em 1945. A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçam o caráter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries Retirantes (1944) e Meninos de Brodósqui (1946), assim como à militância política, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro, sendo candidato a deputado em 1945, e a senador em 1947.

Fachada…

1 PAMPULHA

Interior…

2 PAMPULHA

Entre suas obras mais prestigiadas e famosas, destacam-se os painéis Guerra e Paz (1953-1956), que foram presenteados em 1956 à sede da ONU de Nova Iorque. Se você, caro leitor, leu a postagem anterior, pode conferir a mesma, na tela O Príncipe da Paz de Harry Anderson.

Na época, as autoridades dos Estados Unidos não permitiram a ida de Portinari para a inauguração dos murais, devido às ligações do artista com o Partido Comunista Brasileiro. Somente em novembro de 2010, depois de 53 anos, os paineis voltaram ao Brasil, foram restaurados, e finalmente, foram exibidos, em 2010, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e, em 2012, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Cada um mede 14 metros de altura e 10 metros de largura…

PAINEL

No Painel Guerra vejo um soldado no cavalo no canto inferior da tela, mais a cima no meio há outro, porém diferente, há também pessoas ajoelhadas implorando por paz, algumas parecem rezar, outras com as mãos no rosto: chorar. Há muitas abraçadas, solidárias ao medo de umas as outras;

DETALHE DO PAINEL GUERRA

Já no Painel Paz vejo crianças felizes, brincando em gangorras, saltando, desenhando ou lendo livrinhos. Há uma mulher que parece levantar o braço para justiça, também vejo cangaceiros, palhaços, um cavalo branco que parece trazer Maria, pois há uma mulher coberta por um manto azul claro! Vejo um homem com um carneiro no pescoço, talvez faça menção a oferta bíbilica. Há um conjunto de garotos vestidos de camisas brancas. Mulheres de mãos dadas entre si!

DETALHE DO PAINEL PAZ

Em suas obras, o pintor conseguiu retratar questões sociais e aproximou-se da arte moderna européia sem perder a admiração do grande público. Assim como o brasileiro, idealizador e um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, Di Cavalcanti, (já mencionado aqui no Blog), suas pinturas se aproximam do cubismo, surrealismo e dos pintores muralistas mexicanos, sem, contudo, se distanciar totalmente da arte figurativa e das tradições da pintura. O resultado é uma arte de características modernas.

Infelizmente a intoxicação de Portinari começou a tomar proporções fatais. Claustrofóbico, morreu envenenado pelo cheiro das tintas entre os corredores das telas, as mesmas que expressaram seus sentimentos mais profundos. O pintor veio a falecer aos 59 anos de idade. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro. O pintor deixou um único filho, João Cândido Portinari, professor, fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari.

O artista possui inúmeras obras, cada qual que seja mais linda, mais cheia de história! Gostei de quase todas que vi, e mesmo assim é impossível colocá-las aqui! Portanto, vamos conferir algumas, mas não deixe de conferir as demais. Para quem é de São Paulo, tem a honra de ter o MASP, sempre com exposições do artista, e de contemplar no interior do Estado, na cidadizinha de Brodowski o Museu Casa de Portinari, sim, é na casa em que Cândido Portinari morou na infância e juventude, e retornava sempre para passar temporadas com a família e amigos.

A partir de 1935, o artista fica renomado pela elaboração de seus murais que exploravam a temática brasileira, incluindo a luta das classes trabalhadoras nas plantações, nas favelas e nas cidades.

A tela abaixo nos traz um pouco a memória de Portinari. Marcada pela presença da lavoura de café que tanto presenciou em sua infância. Mais uma vez o pintor pinta mãos e pés desproporcionais ao tamanho normal, assim como o homem que é musculoso o que retrata a força do trabalhador brasileiro. O olhar do lavrador é de preocupação, ele olha que o quanto já exerceu sobre a terra, é pouco em relação ao homem que a desmata, e dificulta seu próprio trabalho.

a1 O Lavrador de Café 1934

Novamente o homem aparece forte. Trabalhador da terra. O verde das matas mostra a concretização do plantio.

a O Mestiço 1934

O trabalho rural da década de 30…

a Café 1935

Figuras típicas dos morros e favelas do Rio de Janeiro…

a Flautista 1934

“A paisagem onde a gente brincou pela primeira vez não sai mais da gente.” Candido Portinari em referência a sua infância, as brincadeiras de rua, a liberdade. Concordo totalmente com ele!

b Roda Infantil 1932

Portinari costumava retratar brincadeiras com piões, pipas, bonecas de pano, como também balanços, gangorras, futebol de rua, cambalhotas…

b Meninos Soltando Pipa 1943

Em 1948, Portinari se auto-exila no Uruguai, por motivos políticos, onde pinta o painel abaixo, encomendado pelo Banco Boavista do Rio de Janeiro.

c A primeira missa no Brasil 1948

Explorando as favelas, continua expondo-as nos seus pincéis. Como também a cidade, o Carnaval,  as festas de ruas, os músicos.

d Favela 1957

Temas religiosos e a figura humana, Portinari pinta vários quadros da Fuga de Maria de Nazaré para o Egito, as que datam de 1934 são semelhantes a pintura do renascentista Fra Angelico.

Essa é uma pintura feita a crayon e papel pardo, e traz uma dedicatória a seus amigos: Amelinha e Augusto.

e A Fuga para o Egito 1955

 

FONTES

Imagens retiradas do Banco de Imagem do Google.

Portal Portinari: http://www.portinari.org.br

Revista Gosto – Portal Uol – Comendo com Arte: http://migre.me/fEIuX

Portal Terra – Diversão – Portinari 100 anos

Slideshare – Vida e Obra Portinari

 

 

 

 

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